
Os defensivos agrícolas, conhecidos também como agrotóxicos, surgem no contexto da Revolução Verde com o intuito de otimizar a produção agrícola, sendo esses produtos voltados para a eliminação de espécies consideradas prejudiciais ao desempenho das lavouras e altamente utilizados em países em desenvolvimento, apesar de inúmeros estudos científicos comprovarem seus potenciais malefícios para o desenvolvimento sustentável.
Mesmo com todos esses prejuízos, há isenções governamentais na casa dos bilhões para o setor de agrotóxicos, só torna mais que evidente o grau de preocupação do atual governo com o meio ambiente e o bem-estar da população, e seu compromisso com o bem-estar geral para os que ainda carregavam dúvidas sobre suas intenções.
O questionamento principal é: “O que lucra o Brasil com a persistência na utilização dessas substâncias, se perde dinheiro contendo e reparando danos ao ecossistema, com as isenções fiscais, e com as internações por intoxicação?” A resposta: nada, principalmente se pensarmos nos óbitos decorrentes da contaminação por agrotóxicos.
O fato é que o brasileiro paga para ser envenenado lentamente todos os dias, e a saída que parece ser a mais viável é adoção de medidas que apresentem um menor teor nocivo que as atuais, e otimizem o cenário agrícola, como a utilização de biopesticidas.
Texto por: Maria Vanessa Moura Nogueira, Diretora-Acadêmica da linha de Direito Internacional e Meio Ambiente.


