Se, por um lado, os plásticos são um dos materiais mais importantes no contexto contemporâneo, sendo utilizado pelos diversos ramos da indústria, por outro, a sua superprodução associada ao seu descarte inadequado faz com que os plásticos sejam onipresentes no mar.
Diante disso, as consequências dos plásticos no mar podem ser analisadas sob a perspectiva do meio ambiente, da economia e do social.Considerando essa problemática, muitos tratados internacionais destacam a importância da cooperação internacional para sua solução, por exemplo: na 13º e na 14º Conferência das Partes (COP) para a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB); nos artigos 192, 194 e 207 da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM); na sessão, em 2016, dos países que participam da Convenção e Protocolo de Londres; na COP 13 da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS); na Decisão 13/17 da COP 13 da Convenção da Basiléia; e no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (ODS 14) da Agenda 2030. Nesse âmbito, ressalta-se a extrema importância da Estratégia Honolulu, servindo de modelo para esforços globais na resolução do problema do detrito marinho.
Apesar da necessidade de fortalecimento da cooperação internacional, a municipalização das soluções alavancada pela sociedade civil e pelo o governo local se destaca. Nesse sentido vale afirmar a proibição dos materiais plásticos de uso único, programas de reciclagem, educação ambiental e o consumo sustentável. A mudança da consciência da população atrelada ao comprometimento do governo local desponta como uma solução para a poluição plástico marinha.


