No dia 14 de Junho de 1985, era finalmente assinado o Acordo Schengen, documento que abolia as fronteiras entre países europeus, tornando possível a livre-circulação de pessoas, mercadorias e serviços e, de tal forma, aumentando o nível de integração entre os Estados-Partes.Enquanto, inicialmente, o Acordo contava com apenas cinco países, hoje o Espaço Schengen abrange 26 nações europeias.

É imprescindível ressaltar que o Espaço Schengen não pode ser confundido com o espaço territorial contemplado pela União Europeia, uma vez que compreende Estados que não fazem parte da União, como a Islândia, a Noruega e a Suiça, enquanto que o bloco europeu possui Estados-Membros que não se submeteram ao Acordo Schengen, como a República da Irlanda.Face à pandemia da COVID-19, o Acordo Schengen sofreu um de seus maiores abalos, tendo as fronteiras entre os Estados-Partes sido fechadas para evitar a propagação do vírus de um país para outro.
Com a redução dos novos casos e dos óbitos na Europa, as nações voltam a reabrir, cautelosamente, suas fronteiras aos vizinhos, no entanto, a viabilidade de um Espaço sem limites territoriais está novamente sendo colocada em questão, em um momento em que as críticas à globalização e ao multilateralismo se multiplicam, e a alternativa nacional parece ser uma escolha mais segura.


